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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Cerveja viva ou morta ?

A moda agora no mercado nacional de cervejas artesanais é fabricar cervejas vivas. Essas são cervejas engarrafadas, mas não pasteurizadas, e devem ser mantidas sob refrigeração todo o tempo para não estragarem. As cervejas das gaúchas Abadessa e Seasons são assim e em breve a Vixnu da Colorado também. Evidentemente essas cervejas são mais frescas e por causa da logística refrigerada, também mais caras.


Algumas cervejas importadas disponíveis no Brasil também são assim, não pasteurizadas, porém como também dependem de refrigeração constante, já devem estar mortas quando chegam nas prateleiras daqui. As cervejarias Anderson Valley, Rogue e Brewdog estampam em suas embalagens e seus sites com orgulho: "Não pasteurizamos nossas cervejas" ou " mantenha sob refrigeração". Eu já vi para vender produtos dessas cervejarias em diversos pontos de venda e posso dizer que não estavam armazenadas da forma correta para produtos tão frágeis. Todavia, tomei delas e não estavam perdidas, provavelmente estariam bem melhores se tomadas no país de origem, mas ainda não fui até lá para conferir.

O que me pergunto agora é se esse cuidado todo com as cervejas não-pasteurizadas é frescura para encarecer  as nacionais, ou se é desleixo com as importadas?


terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Cervejas americanas e data de validade - Um ano depois

Um ano atrás descobri que as cervejas importadas que mais gostava, produtos das cervejarias americanas Anderson Valley e Flying Dog, estavam tendo a data de validade alteradas para o mercado brasileiro. Publiquei uma denúncia no fórum do site Brejas e a partir dali a história correu toda a comunidade cervejeira local. Tive o cuidado de entrar em contato com as cervejarias, ambas confirmaram que as cervejas estavam sendo vendidas para além do prazo estipulado pela fábrica. Quem gosta de cervejas americanas deve ter ficado sabendo da consequência dessa história. Logo após a polêmica, a cervejaria Flying Dog interrompeu o envio de cervejas ao Brasil. Para conhecer melhor os detalhes dessa história leia esses artigos aqui e aqui, e a minha correspondência com as cervejarias Flying Dog e Anderson Valley.


Passado um ano, resolvi investigar como a importadora está lidando com as cervejas americanas do seu portfólio. Recentemente voltaram ao mercado, via importadora Tarantino, cervejas da Anderson Valley Brewing Company e da Rogue Ales. Comprei na loja Cervejoteca, em São Paulo, uma Anderson Valley Imperial IPA e uma Rogue Amber Ale e fui logo olhar o rótulo da importadora para saber a validade. E não é que a importadora mudou a forma de lidar com as cervejar americanas? Agora eles estão vendendo as cervejas sem validade alguma.

Nos EUA as cervejarias não são obrigadas a determinar uma validade para a cerveja, apesar disso existe um movimento de consumidores americanos querendo obrigar as cervejarias a datar suas cervejas. Querem que, ao menos, as cervejas tenham impresso a data de engarrafamento, assim o consumidor pode decidir se vale a pena comprar. É o que faz a Anderson Valley, que tem a data em calendário juliano impresso na garrafa. A Rogue nem isso, não há data nenhuma no rótulo ou na garrafa.

Mesmo sabendo que, legalmente, todos os alimentos importados para o Brasil devem ter data de validade e o rótulo traduzido para português, eu acho que no caso das cervejas americanas importadas pela Tarantino, a ausência de selo com a validade é um avanço. É muito melhor a falta de informação do que informação enganosa. Se antes estavam adulterando a validade agora estão apenas sonegando informação. Já melhorou!