terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Good Times With the Queen - Podcast Mostura

Depois de apenas duas edições da festa IPA Day, em Ribeirão Preto, a Academia de Ideias Cervejeiras já conquistou a fama de organizar as melhores festas cervejeiras de São Paulo. Para o seu primeiro evento na capital, vieram com um conceito arriscado: celebrar as cervejas da Grã-Bretanha (e adjacências). Pode não ser a escola cervejeira mais popular do momento, mas minhas dúvidas logo se dissiparam quando pensei: Cerveja boa e rock inglês? Não tem como dar errado!


Para saber mais sobre a festa A Pint With the Queen clique na imagem.


Como o Podcast Mostura está precisando de um ânimo novo, propus ao pessoal da AIC uma parceria: eu ajudaria na seleção musical da festa e eles ajudariam na divulgação da edição especial do podcast.

Nessa edição, 50 minutos do mais típico rock inglês dos anos 70, as obscuridades mais radiofônicas, do tempo em que o John Peel ainda tinha cabelo. Tem The Clash, Queen, Slade, Paul McCartney e mais.

Para escutar o Podcast Mostura - Good Times With the Queen você pode apenas apertar o play na caixinha abaixo. Mas para ouvir o podcast em toda a sua glória, com fotos e a possibilidade de navegar entre as faixas eu sugiro baixar o arquivo aqui, ou melhor ainda, visitando essa página você pode, além de conhecer todas as edições do Podcast Mostura, assinar o podcast para receber todos no seu computador. O Podcast Mostura toca em qualquer sistema operacional, mas é otimizado para iOS.



sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Pale Ales e Podcasts




Como vocês já devem ter percebido, eu sou um blogueiro que segue tendências. Assim, não deve ter sido coincidência que nesse ano, apesar das implicações financeiras, eu também abracei as cervejas de menor teor alcoólico. Continuo gostando de todas as doubles, imperials e quadruppels, mas nesse ano o que eu queria mesmo beber eram as pale ales. O custo-benefício não contribui e nem sempre são as cervejas mais marcantes, mas torço para que surjam cada vez mais pale ales por aqui. Matam minha sede e fazem a noite render.
No sábado passado estive na festa de final de ano da escola cervejeiros Sinnatrah, entre as opções de chope estavam presentes duas ótimas pale ales locais: A Júpiter e a Dortmund Old Ship. Me esbaldei nelas e ficou ainda mais claro para mim como boas cervejas de teor alcoólico moderado fazem uma festa render.

Dito isso, as listas das minhas cervejas preferidas em 2013 não devem ser tão surpreendentes assim:

Top 3 cervejas brasileiras 2013:
1º - Cervejaria Júpiter American Pale Ale
2º - Serra de Três Pontas Cervejaria Artesanal / Cervejaria Prima Satt / Cervejaria Nacional Cafuza Imperial Black IPA
3º - Cervejaria e Escola Bodebrown Cacau IPA

Top 3 cervejas estrangeiras 2013:
1º - BrewDog Dead Pony Club
2º - North Coast Brewing Company Old Rasputin Russian Imperial Stout
3º - Hitachino Nest Beer Espresso Stout


Para acompanhar as listinhas e as cervejas (que preciso revisitar imediatamente), segue mais um episódio do podcast/mixtape Mostura. Nesta edição juntei uma baciada grudenta de powerpop americano. Um monte de rock que pode agradar até a vovozinha na ceia de natal. Mas fica tranquilo que o seu tio diabético não vai passar mal, é pop, mas com açúcar moderado. Se quiser conhecer o tracklist dessa e das edições anteriores do podcast, assim como assiná-lo, basta visitar http://mostura.libsyn.com/.





Dedicated to my love Shell.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Cerveja boa e cara tá cheio, mas e por R$10?



Em 2013 surgiram novas cervejarias, novas cervejas, novas importadoras, novas lojas e novos bares (mas nem tanto). A concorrência aumentou visivelmente, mas os preços, na maioria das vezes, também aumentaram (expliquem essa, economistas). Ok, ok, eu sei que irão colocar a culpa no câmbio. Muitas das cervejas que gosto são importadas, o malte é importado, o lúpulo é importado... Não tem sido um bom ano para o bolso dos bebedores de boas cervejas. Como mostrei nesse post de maio, depois de incorporar as boas cervejas ao meu cotidiano, ficou fácil gastar mais de R$400 por mês bebendo.
Mas eis que chega o final do ano e me surpreendo com alguns preços em supermercados e em algumas "promoções", que, se não sugerem uma tendência para o futuro, ao menos mostram que é possível vender boa cerveja por menos de R$10. E nem estou me referindo a Eisenbahn, que é hors concours nesse tipo de discussão. Falo de cervejas como a Dama IPA (600ml), que, apesar de não ser uma cerveja excelente, é bem agradável (muito melhor que a Karavelle IPA) e encontrei, sem promoção nem nada, por menos de R$10 no supermercado St. Marché. Nessa faixa de preço também tenho visto nos supermercados boas lagers de grandes cervejarias européias, como a checa Bernard Celebration e a alemã Bitburger, ambas com 500ml. Será apenas uma coincidência ou uma nova tendência? Afinal, já está na hora de cervejarias locais e importadoras com alguma bala na agulha investirem no aumento do volume de produção e de importação, ajustando os preços àquele que grande parte dos consumidores estão dispostos a pagar por uma boa cerveja. Afinal, apostar apenas no marketing e na publicidade para convencer o consumidor a pagar (bem) caro por uma cerveja melhor tem limite.


chron.com

E o "Black Friday" então? Podem dizer que é preço promocional e tal, mas ninguém está dando cerveja de graça, se conseguem oferecer esses preços na promoção, eles também podem ser viáveis no dia-a-dia. Na Beer 4 U havia bastante cerveja americana por até R$10, de diferentes cervejarias, e nem todas estavam com a validade prestes a expirar. Tá certo que sempre foi possível comprar cerveja Brooklyn por esse preço, mas infelizmente, junto com as Anchor, são sempre as cervejas americanas em pior estado de conservação por essas bandas. As cervejas americanas distribuídas pela Tarantino costumam ser as que chegam aqui mais frescas, só faltava que eles distribuíssem algumas delas na mesma faixa de preço das Brooklyn. Quem sabe eles mantenham as Founders, ou até mesmo as Anderson Valley, que devem voltar em breve, na briga com as Brooklyn, como as cervejas americanas com melhor custo/benefício do mercado brasileiro? De qualquer forma, eu já me garanti para esse final de ano. Afinal, vai saber qual direção o preço das boas cervejas irá tomar em 2014...





quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Mostura - para ouvir bebendo

Imagino que, assim como eu, muitos leitores bebem mais em casa do que na rua, em bares ou restaurantes. Não sei vocês, mas no meu caso é, principalmente, para gastar menos, afinal essa brincadeira de beber cerveja boa já sai bem cara de qualquer jeito.

Quando estou bebendo lá em casa, boa música sempre faz companhia à boa cerveja. A partir de hoje publicarei aqui no Mosto Crítico seleções musicais com algumas coisas que tenho ouvido. Na maioria das vezes vai ser rock&roll mesmo, mas não espere nada manjado. Se quiser ouvir as mesma coisas de sempre, a Kiss FM e a 89 Rock estão aí para isso.
Nessa seleção, sanduichei, entre duas do Lou Reed (desculpem, mas ainda não superei), algumas músicas novas para azedar aqueles que acham que o rock morreu sei-lá-quando.

Como sou old school, essa seleção também está disponível em formato podcast (podcast de verdade, para assinar e baixar. Não precisa ouvir on-line!) no endereço http://mostura.libsyn.com/. Lá tem o tracklist e o RSS para assinar, e dentro de algumas horas estará disponível na iTunes Store também. O arquivo está no formato AAC, otimizado para iTunes e equipamentos iOS. Mas, se você é do tipo que está mais acostumado a ouvir música pela janelinha do YouTube, tudo bem: o player-janelinha vai estar sempre aqui para você.


Harmonização não é o meu forte, mas esse podcast cai melhor com uma boa cerveja, de preferência com bastante lúpulo.
Boa diversão!


 

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

O estado da cerveja paulista




Já fazia um bom tempo que toda novidade cervejeira empolgante no Brasil vinha de outro estado que não o meu, São Paulo. Mas isso tem mudado nos últimos meses, ou pelo menos agora eu tenho me entusiasmado mais com as movimentações e os novos lançamentos em terras paulistas.
Algumas semanas atrás acompanhei o David Michelsohn, da Cervejaria Júpiter, em uma viagem para Serra Negra/SP, onde ele iria realizar o dry-hopping do novo lote da deliciosa Júpiter American Pale Ale, que é fabricada na Cervejaria Dortmund. Durante a viagem comentei com o David que eu havia achado muito interessante a matéria publicada na revista sãopaulo, da Folha de São Paulo, sobre o mercado de cervejas artesanais no estado. Matérias como essa têm sido publicadas aos montes, eu sei, mas o que me chamou a atenção nessa, em especial, foi que os personagens da matéria são todos novas figuras nesse mercado. Ninguém da velha guarda do mercado de "cervejas especiais" foi citado. Nada de Colorado ou Bamberg, Beltramelli ou Saorin, que costumavam ser destaque em qualquer texto da imprensa sobre o novo mercado cervejeiro. Na matéria da sãopaulo os personagens foram a Júpiter e os irmãos Michelsohn, o pessoal da cerveja Son of a Beer e o André Cancegliero, representando a Cervejaria Urbana e o Beer Experience. Todos novatos no mercado, com ideias frescas e sem caretice.



Chegamos na Dortmund depois de três horas de viagem e logo fomos apresentados ao novo mestre-cervejeiro da casa. O Fernando, que assim como o seu antecessor Victor, trabalhou na Cervejaria Nacional, tinha assumido o posto havia poucos dias mas já demonstrou total domínio da situação e estava empolgado com o hop-tea, que serviria como uma nova injeção de lúpulos frescos nas cervejas. O entusiasmo do mestre-cervejeiro vem bem a calhar, pois lá na cervejaria de Serra Negra estão sendo fabricados alguns dos novos lançamentos cervejeiros mais comentados do ano. Além da Júpiter American Pale Ale, é de lá que estão saindo a Biritis (cerveja do Mussum), a cerveja de trigo do João Gordo, além das cervejas das bandas Matanza e Korzus. Esse portfólio demonstra o quanto o Marcel, proprietário da Dortmund, está antenado as novas tendências do mercado. Ainda sobrou espaço, nesse meio tempo, para o Marcel lançar algumas cervejas com sua própria marca: a Dortmund White IPA e a Dortmund Old Ship Pale Ale. O que todas essas cervejas que saíram da cervejaria de Serra Negra tem em comum é serem representantes de um novo momento no mercado de boas cervejas. Se antes fabricar cerveja em uma pequena fábrica e tachá-la de artesanal já garantia alguma atenção, agora o mercado já amadureceu (pelo menos um pouco), e essa nova geração já sacou que o público interessado por cervejas quer receitas modernas e que é preciso dar muita atenção ao branding. Weiss e stout com raminho de cevada no rótulo não está levando nenhuma cervejaria paulista para a frente. E não é só a Dortmund que se deu conta disso, outras cervejarias de São Paulo também perceberam que apostar em jovens cervejeiros e receitas modernas pode elevar a cervejaria a um novo patamar. A Dama, de Piracicaba, já tinha percebido isso, e recentemente a Nacional perdeu mais um profissional para o interior, com a ida do Alexandre Sigolo para a Burgman de Sorocaba.

Enquanto me preparo para ir ao Beer Experience 2013, estou aqui pensando que cena cervejeira paulista atual tem dois perfis bem definidos, sobre os quais eu me posiciono claramente: Mais Júpiter e menos Karavelle, por favor.


terça-feira, 27 de agosto de 2013

Jogue mais lúpulo e chame de IPA

Quantos pints de Imperial IPA será que o indiano bebeu?


Eu gosto tanto de cerveja amarga que nunca teve uma que eu achasse amarga demais. E parece que não sou só eu! Seja no Brasil ou nos EUA, as cervejas com mais lúpulos costumam ser as preferidas dos neozitófilos, e a denominação IPA, que por muito tempo representou o estilo mais amargo de cerveja, foi alçada a ícone dessa nova geração.  Não vou perder o meu e o seu tempo recontando aquela ladainha sobre o surgimento das India Pale Ale. Mas é um fato histórico que a sigla IPA surgiu para  indicar uma cerveja com (um pouco ou muito) mais lúpulo do que as outras cervejas disponíveis no mercado. Até recentemente, o termo IPA também era garantia que a cerveja seria clara (mas não branca). Mas como imaginação não falta aos cervejeiros americanos (e aos cervejeiros brasileiros influenciados pelo jeito americano de fazer cerveja), hoje em dia qualquer tipo de cerveja pode ser transformada em IPA. Basta jogar um monte de lúpulos americanos a mais e pronto. Assim surge uma nova "Qualquer Coisa IPA".



Não me entendam mal, como escrevi no início do texto, adoro cervejas amargas e costumo gostar da maioria das IPAs, sejam elas pretas, brancas, session, imperial ou com frutas. Acho apenas que os cervejeiros poderiam guardar um pouco dessa imaginação que usaram para adicionar mais lúpulos americanos na receita e usá-la para escolher alguma nova denominação para suas cervejas lupuladas, que não use a sigla IPA.

Eu até entendo que, acima de qualquer questão linguística está a importância do marketing para as cervejarias. De nada adianta se preocupar em usar no rótulo da cerveja uma denominação de estilo coerente se isso não ajudar a vender a cerveja. A indicação do estilo da cerveja no rótulo é importante para auxiliar o consumidor a escolher qual cerveja comprar. O cara que já tomou e gostou de uma IPA quando voltar a loja vai procurar novamente pelo estilo nos rótulos das cervejas, e evidentemente espera encontrar dentro da garrafa alguma coisa semelhante ao que bebeu da vez anterior. Talvez nessa hora o significado da sigla IPA seja muito pouco relevante, desde que o consumidor tenha entendido que não se trata necessariamente de "india pale ale", mas de "mais lúpulo do que as outras".

barclayperkins.blogspot.com

Como as cervejas que levam "mais lúpulo do que as outras" , além de me agradarem bastante, fizeram sucesso e proliferaram por aí, aproveitei para fazer uma pequena pesquisa de preço, para me ajudar e ajudar aos leitores a fazerem melhores compras lupuladas. Há tantos rótulos e tipos de IPA atualmente no mercado que tive que fazer uma seleção arbitrariamente regionalizada (e levando em conta as minhas preferências pessoais, obviamente). A pesquisa de preços disponível no link a seguir elenca 20 IPAs (de vários tipos e cores), apenas entre americanas e brasileiras. A pesquisa foi realizada entre os dias 20 e 25 de agosto, em lojas de São Paulo. Para facilitar a comparação, a lista está organizada por preço por litro.

IPAs - preço por litro em São Paulo

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Os bares que eu gosto em São Paulo, mesmo sem chope



Depois da minha crítica a quase ausência de bons chopes brasileiros nos bares de São Paulo, alguns leitores deste blog tentaram contra-argumentar. Falta de boas cervejas locais e desinteresse dos cervejarias pelo mercado paulistano foram alguns dos argumentos utilizados, mas não acho que sejam argumentos que se sustentem. Se fica difícil para as micro-cervejarias enviarem seus chopes para outros estados, como é que o Boteco Colarinho, do Rio de Janeiro, consegue servir mais chopes Colorado (de Ribeirão Preto/SP) do que qualquer bar de São Paulo? Não parece que a distância tenha atrapalhado nesse caso. Será que a Colorado tem pouco interesse em vender seus chopes aqui na capital, preferindo enviá-los para o Rio? Também me parece pouco provável... Minha hipótese para a baixíssima oferta de bons chopes brasileiros nas torneiras dos bares paulistanos (tendo o Empório Alto dos Pinheiros como maior exemplo) é bem outra. O público paulistano é que está mais interessado nos chopes importados do que nos nacionais. Por que deveria o proprietário do EAP ocupar 20 torneiras do seu bar com chopes nacionais, que custam na média R$9 o copo, se ele consegue encher o seu bar de clientes dispostos a pagar no mínimo R$15 por uma taça de chope importado? Não é ele, o empresário, quem tem que se preocupar com a ideologia do "apoie a cervejaria local", isso é melhor deixar para os blogueiros. Até porque não parece que a maioria dos clientes,em São Paulo, esteja preocupada com isso. Bares especializados em chopes importados em São Paulo, são um mercado promissor. Tem até o tal de The Ale House, que mal serve uma cerveja nacional, mas tem uma carta invejável de cervejas belgas e outras importadas. Diz a "rádio boato" que bares das marcas estrangeiras Brewdog e Paulaner devem abrir em breve na cidade, enquanto isso, a única cervejaria brasileira que parece interessada nessa proposta é a Karavelle, o que vai acrescentar muito pouco, na verdade.

IPA no balcão do Boca de Ouro

As oportunidades para beber bons chopes brasileiros em São Paulo são quase nulas, mas isso não quer dizer que eu não goste de nenhum bar paulistano. Na verdade tenho dois prediletos, que frequento com certa assiduidade. Não só por serem perto da minha casa, mas também por terem, além de ótimas cervejas (nada de chope), aquilo que eu mais espero de um bar: ambiente acolhedor e personalidade.
O bar Boca de Ouro e o Empório Sagarana - Vila Madalena tem algumas características em comum, mas personalidades bem distintas. Nenhum dos dois incorre no erro bem comum dos bares daqui de negligenciar o balcão. O Sagarana tem um ótimo balcão de madeira, onde o papo com os simpáticos atendentes ou algum outro bebedor empolgado pode render umas cervejas a mais. No Boca de Ouro o balcão, de fórmica preta, é levado ainda mais a sério, afinal o bar mal tem mesas. Para beber lá é no balcão e ponto final.
A atmosfera do Sagarana - Vila Madalena se beneficia muito bem do imóvel no qual está instalado, uma antiga marcenaria, com largas portas em sequência e pé-direito alto. Dentro, o ambiente faz jus a temática proposta desde a abertura da matriz, na Vila Romana. É fácil se sentir bebendo em um velho empório perdido, situado na praça matriz que alguma pequena cidade mineira. Apenas as geladeiras high-tech e as cervejas importadas, que enfeitam as prateleiras de madeira, quebram a reminiscência de algum boteco de outrora.
No Boca de Ouro a trilha sonora é elemento central na atmosfera do bar. Soul e rock'n'roll do anos 70 também aparecem discretamente na decoração, de forma coerente, completando o ambiente semelhante a algum bar que eu nunca fui em Nova Iorque. Porém essa coerência termina no cardápio de comidas, mais compatível com o nome do lugar. No Boca de Ouro tem bolovo, rabada,torresmo e sanduíche de pernil. Dentro dessas contradições, há o bar mais legal da cidade no momento: arquitetura e trilha sonora de bar "cool", nome e comidas de "pé sujo". Isso porque eu nem falei das bebidas: além de drinks clássicos, que nunca provei, tem uma carta de cervejas resumida mas que dá conta de satisfazer, seja qual for a sua preferência.
Tem só mais uma coisa em comum entre esses dois bares que deixei para o final. Não é um programa barato ir beber cerveja nesses lugares, exceto se você se contentar com Heineken. Não consigo beber mais do que duas cervejas nesses bares sem sair com um vazio imenso na minha carteira. Mas isso também não é diferente em nenhum outro bar que eu conheça em São Paulo.


Fachada do Empório Sagarana - Vila Madalena